Foi o (re) começo, como devia ser…

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Ela apareceu assim, de repente. Ele não sabia o que dizer, o que escrever, o que pensar. Foi por acaso, se é que o acaso existe, e se existe, talvez ele tenha tramado algo para essas duas almas.

Era tudo tão síncrono. Pensamentos, vontades, sonhos, gostos, momentos. Parecia que haviam sido feitos um para o outro. Tanta história que o tempo relutava em apagar e de repente, tudo volta.

Medo. Esse foi o primeiro sentimento. Como aquilo tudo podia acontecer?! Tantas coisas os impediam de viver o que queriam. Vidas distintas, distantes… Mas consonantes… Vibravam na mesma freqüência. Ao menos era assim que tudo parecia ser.

Aí veio a vontade, maior que o medo. Essa sim lhes aproximou. Aproximou demais. Deu a eles o que eles precisavam, a coragem de se encontrarem.

Amedrontados, seus olhos se encontraram, ainda na calçada. Abraçaram-se como se fossem amigos cotidianos, mesmo sem se ver fazia anos. Poucos encontros nos tantos anos que passaram e em que ele, por temperamento, os mantinha distantes.

Constrangidos, ambos tinham as mãos molhadas de um suor nervoso e controverso. Qual não seria o destino de algo que começava daquela forma tão alucinada, tão inconseqüente, tão passional.

Trêmulos, se distanciaram dos demais e se encontraram sozinhos, mais próximos, mais íntimos, mais… beijaram-se. Como se nunca houvessem beijado outras bocas antes. Atrapalharam-se. Sentiam algo que os marcaria para sempre, de um jeito ou de outro.

Por mais que fosse controversa, aquela seria a noite. Noite de amor e de lagrimas… Seus corpos se encontraram molhados pela água fria daquele banho de chuva, água que fora incapaz de diminuir o calor que brotava deles e que foi se transformando no suor daquilo que redefinia para eles o sentido do amor entre um homem e uma mulher.

Despediram-se na manhã seguinte carregando em seus corações uma certeza tão clara de que aquilo que viveram era um encontro único. Compartilharam seus mais profundos sentimentos. Suas mãos se soltaram como se um mundo inteiro ruísse pela distancia que se instalaria entre eles… (cont)

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Procrastinação

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Quinta passada eu estava vendo TV na madrugada, pouco antes de pegar no sono, estava passando Two and a half man (gosto muito, diga-se de passagem), e o Jake, o “half man” no caso, perguntou pro Alan seu pai, o que era procrastinar. O pai respondeu que procrastinar era “ficar enrolando”. Horas antes eu havia tido uma conversa com um amigo pelo MSN para resolver alguns detalhes pendentes de um projeto em andamento e que já deveria ter sido resolvido faz tempo. Todas as vezes que conversamos sempre definimos metas, programamos ações pontuais e nos comprometemos a agir de uma forma ou de outra, mas sempre temos a mesma conversa. Corrigir os mesmos problemas vira conversa recorrente.

É estranho perceber que por algum motivo, existem pessoas que lidam bem com manter tarefas pendentes. Parece que é melhor ter aquela tarefa pendente do que tê-la concluída e correr o risco de não ter outra tarefa para cumprir. Parece uma espécie de medo do que pode acontecer depois.

Trabalhei por cerca de um ano com um camarada que fazia a mesma coisa, só que com as tarefas que lhe eram dadas no trabalho. Ele não as concluía no intuito de sempre ter o que fazer. Assim ele teria certeza de que teria algo em que estava trabalhando para mostrar para seus superiores.

Descobri que não consigo tolerar a procrastinação. Essa palavrinha difícil e rebuscada que nada mais quer dizer que “estou enrolando você” e eu detesto ser enrolado. Quem não detesta? Se você recebe uma tarefa, cumpra. Se você se compromete a fazer algo, faça. Se tem um e-mail na sua caixa de mensagens para ser respondido, responda-o. Outras pessoas podem estar dependendo das suas ações para desempenhar as ações dela.

Não prorrogar desnecessariamente uma situação pode ser muito importante para as pessoas que designaram ou que são outros pólos na relação. No mínimo, tomar as providencias básicas como reportar o recebimento de um e-mail importante, comunicar que está pensando sobre um assunto ou procurando uma resposta, é antes de tudo uma questão de demonstração de respeito e consideração com seu interlocutor.

Aprendemos desde cedo que “empurrar com a barriga” é mais fácil do que colocar as mãos na massa e resolver. Infelizmente é uma questão aparentemente cultural e que precisa ser vista com mais cuidado. Estamos formando vários “Gersons” (e não é o tarado da novela das 21:00), que a cada dia que passa, mais tentam tirar vantagem da procrastinação para perpetuarem situações desrespeitosas e principalmente, prejudiciais a nós mesmos.

Faça o que precisa ser feito. Não deixe para amanhã o que você pode e deve fazer hoje!

Sobre prioridades. (E até onde vai a sua sinceridade consigo mesmo)

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É fácil reclamarmos da vida, dos outros, das pessoas que nos incomodam, nosso trabalho, nossos estudos, todas as coisas estranhas que nos fazem pensar fora da nossa zona de conforto (tá na moda falar isso, zona de conforto). É fato que é muito mais simples para nós reclamarmos das coisas do que tomar atitudes praticas para solucionar nossos problemas, afina, fazer alguma coisa nos toma tempo, nos toma planejamento, pesar conseqüências. Reclamar é mole, é só falar e um abraço.

Mas até onde vai a sua real preocupação com o seu incomodo? Até onde você está disposto a ir para resolver sua situação desconfortante?

A grande verdade é que ninguém está muito afim de resolver por si só os problemas cotidianos. É muito mais fácil você apontar o seu dedo pro outro e dizer que o problema existe por conta dele e nada do que você faz (ou principalmente deixa de fazer) pode ser também por culpa sua.

Pesar suas prioridades ao resolver apontar seu dedo na direção do outro é muito importante, pois toda ação gera uma reação (já diziam os físicos), e nem sempre as reações são aquelas que você espera obter.

Mas mais importante do que a reação que você vai ter como devolução do que você realizou está até onde você foi verdadeiro com a sua reclamação, com a sua insatisfação. As vezes as pessoas se acostumam a reclamar por reclamar sem mesmo olharem para seus próprios umbigos e perceberem que tem os mesmos defeitos ou falhas que apontam nos outros.

Ser sincero consigo mesmo (e conseqüentemente com o ambiente, as pessoas ao redor e tal), pode ser a primeira atitude prática que você pode ter consigo e com os outros, principalmente aqueles que te incomodam. É claro que você não pode chegar na cara do teu chefe e mandar ele, você sabe bem pra onde. Saiba que a sinceridade tem conseqüências e a maioria delas fica pra quem é sincero num primeiro momento.

Pensar nas conseqüências de sua sinceridade é muito importante, mas negá-la (a sinceridade) pode ser muito pior. Dê prioridade à você, ao que você é, como pensa, as coisas das quais depende, enfim, à sua vida. Porque ela é sua, só você a vive e vai ser assim até o final.

Exercite isso aos poucos e você vai perceber como as coisas mudam. Eu vou fazer isso também. Começar a ser mais transparente. No começo pode parecer que você está perdendo, mas no final, quando for você e você mesmo, aí você vai ver que valeu a pena!

Abraços

We keep on waiting on the world to change!

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